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A história do rádio no Amazonas começa com a decadência do ciclo da borracha, no início do século XX. Com a economia em declínio, a região passa por um processo de transformação, e a tecnologia radiofônica começou a ser usada para atender inicialmente aos interesses comerciais. 

Mas não demorou muito para o veículo se popularizar, dando início a uma era de ouro para o entretenimento local. Quer entender melhor essa história e como o rádio influenciou a cultura regional? A FM Onda Digital vai contar tudo neste artigo. 

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A Tarde

Boa leitura!

História do rádio no Amazonas: como tudo começou

O Amazonas veio a conhecer o rádio um pouco depois da sua primeira transmissão, em 1922 no Rio de Janeiro. A época não era das melhores para o estado. Com a quebra do monopólio da borracha, até então a principal fonte econômica da região, o Amazonas vivia uma decadência sem precedentes. 

Em 1925, Ephigênio Salles assumiu o Governo do Amazonas e tinha como um dos objetivos principais melhorar a vida da população, então castigada pela crise. Deslumbrado com a tecnologia que chegava ao Brasil, foi um dos governantes que deram atenção especial à radiodifusão. 

De acordo com uma publicação da Revista Caros Amigos, 2013, p. 24, “[…] em abril de 1927, uma rádio Marconi de ondas curtas começa a funcionar num prédio recém-inaugurado da empresa Amazon Telegraph. O objetivo principal era difundir no interior cotações de produtos naturais, horários de barcos e outras informações de utilidade pública, além de divulgar realizações do Governo. A Voz de Manaós, como a rádio virá a ser conhecida, enfim inaugura a Era do Rádio no Amazonas”. 

As transmissões, entretanto, eram limitadas a dias e horários certos para os comunicados. Ocorriam às segundas, quartas e sextas-feiras, entre nove e dez da noite.

Por anos, essa foi a principal função do rádio no Amazonas. Mais que uma nova forma de comunicar, tornou-se ferramenta essencial de utilidade pública, que após três anos de atividade chegaria ao fim. 

O ressurgimento 

Após oito anos do desligamento da Voz de Manaós, uma nova emissora foi instalada em Manaus. Era a Voz da Baricéia, do paulista Lizardo Rodrigues

De forma improvisada nos fundos de casa, e com transmissores totalmente artesanais, o empresário marcou o início da segunda fase do rádio no Amazonas. 

Já por volta de 1945, a Voz da Baracéia foi integrada à cadeia de emissoras de rádio de Assis Chateaubriand e teve seu nome alterado para Rádio Baré. Foi a única emissora do estado durante esses anos. 

Em 1948, entrava no ar a primeira concorrente, a Rádio Difusora, que, com ajuda do jornalista Josué Cláudio de Souza, começou a transmitir uma programação com a mesma linha dos programas de sucesso na Rádio Baré. 

O que veio depois foi uma disputa acirrada por audiência, dando início a uma rivalidade histórica entre as emissoras. 

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O sucesso do rádio e sua consolidação

A programação do rádio amazonense passa por intensa transformação com a implementação da Rádio Difusora. Com duas emissoras transmitindo programas similares, foi necessário se diferenciar para ganhar a preferência do público.

Ambas as emissoras, Difusora e Baré, buscaram seguir os modelos de programação que faziam sucesso no sudeste do Brasil. E assim passaram a realizar eventos públicos com artistas famosos em pontos diferentes de Manaus. 

Começava então a Era de Ouro do rádio amazonense

Mais tarde, novas emissoras surgem, como a Rio Mar (1954) e a Rádio Tropical (1966) em frequência modulada. As décadas seguintes foram exitosas para as emissoras locais. 

Com o boom da Zona Franca de Manaus e o crescimento econômico da região, as rádios vivem seu apogeu, influenciado principalmente pela publicidade. 

Foi a consolidação da radiodifusão no Amazonas.

O rádio no cenário atual

Embora muitas pessoas costumem associar o rádio a um veículo ultrapassado, a verdade é que, assim como outras mídias, ele passa por um processo de adaptação chamado pelos estudiosos de convergência midiática. 

A partir da chegada da internet, começa a ocorrer no Amazonas, assim como em outras regiões do Brasil, a migração das emissoras de rádio para os meios digitais. É uma forma não só de levar a programação para um público muito maior, mas principalmente de democratizar a informação. 

Hoje em dia, além da sintonia tradicional do rádio, é possível acessá-lo pela internet e pelas plataformas de streaming, o que torna a comunicação mais prática e interativa. 

Migração para FM

Em 2010, a Agência Nacional de Telecomunicações começou a discutir a viabilidade técnica de migração de todas as rádios de Amplitude Modulada (AM) para Frequência Modulada (FM). 

O objetivo era fortalecer o setor de radiodifusão das pequenas emissoras, prejudicadas pelo abandono dos ouvintes diante do aumento de interferências e ruídos nas áreas urbanas. 

A partir de 2013, as primeiras migrações começam a ser feitas, o que possibilitou a melhora na qualidade das transmissões e consequentemente da audiência e faturamento das empresas radiofônicas. 

O avanço da tecnologia e os investimentos de caráter jurídico no setor das comunicações proporcionou mais uma vez o fortalecimento do rádio, que ainda hoje continua sendo um dos principais meios de comunicação da atualidade. 

FM Onda Digital

Nessa era de digitalização do rádio, uma nova opção de informação e entretenimento radiofônico é inaugurada em Manaus: a FM Onda Digital (92,3 FM). Com uma grade de programação inovadora e potencial de destaque, a nova emissora apresenta ao público com identidade própria, informações relevantes e música contemporânea de qualidade.

A rádio também tem uma filial em Belém – PA, onde o público pode sintonizar pela frequência 104,7 FM. E para o público da internet, a FM Onda Digital pode ser acessada pelo site: https://fmondadigital.com.br/
Gostou de conhecer um pouco da história do rádio no Amazonas? Esperamos que sim. Se você é um aficionado por comunicação, não deixe de acessar a FM Onda Digital pelo nosso site. Clique Aqui! Até a próxima!

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